ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!


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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Julgar o próximo

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“Cada um julga com os elementos que possui. Quanto mais somos ignorantes, menos elementos possuímos, e quanto menos elementos possuímos, mais rápidas e absolutas são nossas conclusões. Ao contrário, quem possui mais conhecimento e, com isso, mais elementos para julgar, não chega a conclusões simplistas, rápidas e absolutas. Logo, quem mais se aproxima da verdade é quem julga lentamente, sem absolutismo, mas com profundidade. Então, quem julga, lançando seu julgamento sobre os outros, em última análise julga a si mesmo, e com seu julgamento, se revela. Pelo fato de não poder julgar senão conforme seu tipo de pensamento e natureza, com o seu julgamento são descobertos seu pensamento e sua natureza. A melhor maneira de se chegar a conhecer uma pessoa é a de observar os seus julgamentos a respeito dos outros. Quando alguém cai na ilusão de supor que, julgando os outros, está assim pondo-os a descoberto e colocando-se acima deles, na realidade, apenas se está submetendo a julgamento, descobrindo-se e mostrando a todos seus próprios defeitos.” 

Pietro Ubaldi
Livro: A Lei de Deus

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Capitalismo e Comunismo

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Por Pietro Ubaldi

Depois de havermos visualizado o problema da unidade em suas linhas gerais, focalizemos, de maneira particularizada e concreta, o que sucede atualmente no campo político do mundo. Para principiar, perguntamos: corresponde as leis do universo o princípio de igualdade que se pretende impor presentemente pela força?  


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Aulas em áudio com o professor Rohden disponíveis. Venha conhecer! Escute, reflita, estude.

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Identificação com a alma (mensagem)

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Da matéria ao espírito (mensagem)

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mudando a forma mental

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Inofendibilidade

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A Divina Individualidade

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A paz dentro de si

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Armas de conquista (mensagem)

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domingo, 6 de agosto de 2017

Conforme a Lei (mensagem)

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O pensamento certo (mensagem)

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Utilitarismo da honestidade (mensagem)

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Ignorância, inteligência e sapiência (mensagem)

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terça-feira, 1 de agosto de 2017

A correção do erro (Mensagem)

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ser e Agir (Mensagem)

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domingo, 30 de julho de 2017

A Arte de Pensar (Mensagem)

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sábado, 29 de julho de 2017

O Everest da experiência (Mensagem)

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

O Eu e o Ego (Mensagem)

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ser e Ter

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terça-feira, 25 de julho de 2017

O silêncio necessário

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Por te amar tanto

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Ninguém podia compreender como Te amando tanto, eu evitasse ouvir as Tuas palavras que as bocas mundanas repetiam nos dias quentes de abril como nas águas de junho, nas cabanas simples e nos templos faustosos.

Recusava-me a escutar os gurus, e o meu mantra, os ouvidos alheios não identificavam.

Acusavam-me de descrente e apedrejavam-me com calúnias.

Eu, todavia, não me perturbava, nem sofria, até mesmo quando declaravam que Tu me amaldiçoarias.

A verdade é que eu não necessitava de qualquer referencial exterior, porque Tua voz me embalava os sentimentos e a Tua presença me fazia companhia na minha solidão, que nunca desejei repartir com ninguém, porque Tu, só Tu me podes preencher a vida.

Rabindranath Tagore
Por Divaldo Franco, Cap. XLVI, no Livro: Pássaros Livres

domingo, 23 de julho de 2017

Orientando para a auto-realização

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Afirmar que Deus dê ao homem liberdade para pecar e lhe negue a liberdade para se converter, é abolir tanto o amor como a justiça de Deus. Admitir que lhe conceda 50 ou 80 anos de liberdade para pecar, e depois lhe negue essa liberdade por toda a eternidade, é o mesmo absurdo. Crer que Deus inflija um castigo infinito (eterno) por um erro finito (temporário) é não somente pecar contra o amor e a justiça de Deus, mas equivale também a um pecado mortal contra a lógica, uma vez que nenhum ser finito é capaz de um sofrimento infinito; o eterno, porém, é o infinito no tempo. O finito só pode suportar um sofrimento finito.

Suponhamos, meu amigo, que você esteja salvo, no céu, e seus pais e irmãos estejam perdidos para sempre no inferno; se você fosse capaz de gozar eternamente a sua felicidade, sabendo que outros são eternamente infelizes, seria você um egoísta muito maior do que os condenados; aqueles seriam egoístas no sofrimento, e você seria um egoísta no gozo. Se eu tivesse a escolha de simpatizar ou com esta ou com aquela parte, creio que as minhas simpatias seriam antes para os egoístas no sofrimento do que para os egoístas no gozo. A obtusidade do nosso senso de solidariedade universal, a impossibilidade de experimentarmos a humanidade como uma família e sentirmos em nós a vida universal do cosmos é que torna possível essa monstruosa teologia de um céu eterno para os bons e um inferno eterno para os maus. Tolstói, Gandhi, Schweitzer e muitos outros clarividentes acharam tão revoltante a idéia de eles gozarem ao lado de milhões de sofredores que nivelaram as diferenças entre si e os outros, ou fugindo da sua prosperidade, ou fazendo outros participarem dela. Isto é solidariedade universal.

Aliás, na Bíblia, a palavra “eterno” não significa sem fim. “Na presente eternidade casa-se e dá-se em casamento; mas na futura eternidade não se casa nem se dá em casamento.” (é o texto grego do primeiro século) Se há eternidades, no plural, eterno não quer dizer “sem fim” Idem: “Deus reina por todas as eternidades das eternidades.”

Aion, em grego, quer dizer uma longa duração de tempo, mas não um tempo sem fim.

Huberto Rohden 
Do Livro: Orientando para a auto-realização, trecho do Capítulo: Inferno

Imparcialidade e Universalidade

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“A ideia deve antepor-se a qualquer personalismo; o que importa não é a pessoa, mas a ideia; servir ao próximo e obedecer a Deus; oferecer, nunca impor a verdade; procurar o que une e evitar o que divide; sejamos sempre construtivos, isto é, operemos no sentido positivo, unitário como é o bem, e jamais sejamos destrutivos, isto é, nunca ajamos em sentido negativo, separatista, como é o mal; aos ataques, às polêmicas, às condenações, respondamos com o exemplo da compreensão. Os dois princípios fundamentais são: IMPARCIALIDADE E UNIVERSALIDADE."

Pietro Ubaldi
Do Livro: Fragmentos de Pensamento e de Paixão.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Intuição. A evolução do receptor intelectual

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Hoje  em  dia,  na  Era  Atômica,  esse  receptor  intelectual  do  homem  atingiu  a grande perfeição, pondo  a  humanidade  em  contato  com  realidades  que nenhum sentido orgânico pode verificar. 

Entretanto,  a  faculdade  racional  (chamada  também  espiritual  ou  intuitiva)  do homem acha-se ainda em estado tão  primitivo e embrionário como, em épocas remotas, era a faculdade intelectiva da nossa raça.

À luz dos fatos da biologia individual, é fácil,  hoje em dia, verificar o que, em eras  pré-históricas,  aconteceu  com  a  raça  humana  como  tal.  Todo  indivíduo humano percorre, hoje, em poucos anos, o que o gênero humano percorreu em milhares  de séculos,  a  saber:  

1)  o  estágio  sensitivo,  

2)  o  estágio  sensitivo intelectivo

3) o estágio sensitivo-intelectivo-racional.  

A evolução do indivíduo é uma miniatura e recapitulação sumária da evolução da raça.

Huberto Rohden
Livro: O Caminho da Felicidade, Pág. 43 - Editora: Martin Claret

terça-feira, 11 de julho de 2017

A bênção de Buda

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Dá-me a tua bênção, ó Iluminado! — rogou o jovem sonhador que passava diante de Buda. 

O Sábio sorriu e anunciou-lhe felicidade estrada fora. 

Um  pouco  adiante,  o  rapaz  foi  assaltado  por  bandidos  profissionais,  que  o despojaram dos haveres, deixando-o quase nu. 

O moço retornou, embaraçado, e interrogou o Mestre. — Então é esta a bênção que me concedes?

O Santo, sem qualquer perturbação, fitou-o, e redarguiu; 

— Abençoei-te, rogando para que fosses espoliado,ao invés de espoliador; assaltado, mas não morto; vítima e não o criminoso. O teu  carma é grave, porém os teus ideais são nobres,  assim  merecendo  sofrer,  todavia,  não  impondo  sofrimento,  desta  forma  não  te tornando mais desventurado. 

Enquanto o Guru retornou à meditação, o moço prosseguiu, abençoado, louvando a experiência,  que lhe  permitia  resgatar  sem  agravar  o  compromisso,  perder  coisas  para ganhar a vida.

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XLIV, no Livro: Pássaros Livres

domingo, 9 de julho de 2017

O tom verde da esperança

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As  águas  que  precedem  o  estio,  lavaram  as  últimas sombras  que  manchavam  a paisagem dos meus pensamentos. 

O ar perfumado do amanhecer brincava com as folhagens do bétele das mangueiras frondosas  em  saudações  amenas,  anunciando-me  o  júbilo  da  natureza  lavada  pelas  águas que precedem o estio. 

Debruço-me à janela da minha choupana e contemplo campo sorrindo o verde da mostarda exuberante. 

O  seu  tom  me  anuncia  a  esperança  que  passará  a  dominar  os  meus  pensamentos desanuviados, que me guiarão no rumo da alegria. 

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XLIII, no Livro: Pássaros Livres 

terça-feira, 4 de julho de 2017

A Evolução da Sensibilidade

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Piano – e panelas

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Piano querido!...

De quantas saudades me encheste a alma!... 

Companheiro da minha primavera de moça – assististe à primeira declaração de amor...

Em tuas teclas brancas e pretas transfundia meu coração seus amores e suas mágoas...

Teus sopros sonoros povoavam de sonhos multicores meus anos felizes...

Sobre as asas das tuas melodias, visitaram-me Beethoven e Haydn, Haendel e Wagner, Bach e Chopin – todos os gênios da divina harmonia...

Velho piano, levei-te para o santuário do meu lar – nosso lar...

E ele, o amigo querido, escutava, embevecido, minhas sonatas e valsas – a voz das tuas cordas sonoras...

Veio, depois, a derrocada cruel!...

E tu, piano querido, passaste a mãos estranhas...

Chorei, chorei, chorei...

Panelas malditas!...

Que ódio profundo vos tive...

Negrejante bateria culinária – legião de Satã sobre o fogo infernal...

Panelas e tachos, chaleiras e frigideiras – por que suplantastes meu lindo piano?...

Por que me enchestes de prosaísmos a poesia da vida?...

Roubastes à minha pele a tez delicada...

Tirastes-me das unhas o esmalte luzidio...

Fizestes de mim trivial cozinheira...

Que música é essa, fogões, que vossas bocas exalam?...

Fumo e vapores, cinza e fuligem! – é este o ambiente em que vivo...

Ah! como chorei, chorei, chorei!...

Panelas amigas!...

Há muito, muito tempo, que meu ódio morreu...

Discreta simpatia sucedeu à antipatia que vos tinha...

Convivo convosco, panelas amigas – e com as que vos servem...

Almas singelas e simples vos cercam – almas com muita alma...

Quero-lhes bem, a essas criaturas de branco avental – e elas me querem...

Quase operária entre operárias – trabalhando, lutando, sorrindo – calando.

Muita coisa morreu dentro de mim – e muita coisa em mim nasceu...

Montanhas de dores sobre mim desabaram...

Oceanos de lágrimas me lavaram as faces...

Incêndios atrozes me arderam na alma...

E após esta tempestade cruel – a grande bonança...

Compreensão... Serenidade... Resignação... Calma... e Paz...

O reino de Deus dentro de mim...

A atmosfera do Nazareno em torno de mim...

Mais belas que as melodias do piano querido, canta, entre panelas amigas – a sinfonia de Deus...

Achei a mim mesma – na renúncia do ego...

E choro – feliz...

Na felicidade dos outros...

Huberto Rohden

domingo, 2 de julho de 2017

Da Lagarta à Borboleta

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A lagarta, ou taturana, é bem o símbolo do homem profano. A borboleta é comparável ao homem iniciado.  

A lagarta rasteja pesadamente nas baixadas. O seu  corpo desgracioso não é senão boca e estômago.

Para que a lagarta possa tornar-se borboleta, é indispensável que passe  por uma espécie de morte, a crisálida, ou o casulo. No fim do seu  período de lagarta, deixa ela de comer, retira-se a uma lugar solitário e lá se metamorfoseia. Não sabemos se ela sofre com esta metamorfose.

E, se sofre, também aceitaria de boa vontade esse sofrimento, porque, instintivamente, a lagarta sabe que o seu verdadeiro estado é o de borboleta alada. Nesse último estado é o inseto completamente diferente da lagarta: com quatro asas velatíneas, meia dúzia de pernas elegantes e flexíveis, dois olhos de opala com milhares de facetas visuais; dispõe de uma língua em forma de espiral contráctil, com o qual suga o néctar das flores.

Felicidade - Por Teilhard de Chardin

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Alguns não estão irritados pela partida. O sol brilha, a vista é bela. Mas para que subir mais alto? Não é melhor aproveitar a montanha onde nos encontramos, em meio aos prados e no bosque? E se deitam sobre a grama, ou exploram ao redor, esperando a hora do piquenique. Os últimos, enfim, os verdadeiros alpinistas, não tiram os olhos dos picos que decidiram subir. E seguem adiante.

Os cansados, os brincalhões, os fervorosos. Três tipos de Homem, que cada um de nós traz em semente no profundo de si mesmo, e entre os quais, desde sempre, divide-se a humanidade que nos circunda.

sábado, 1 de julho de 2017

O que é o ego?

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A busca por poder, posição, autoridade, ambição, e todo o resto são formas do ego em todos os seus diferentes meios. Mas o importante é compreender o ego e estou certo que vocês e eu estamos convencidos disto. Se me permitem acrescentar aqui, vamos ser sérios a respeito deste assunto; porque sinto que se vocês e eu como indivíduos, não como um grupo de pessoas pertencentes a certas classes, certas sociedades, certas divisões climáticas, pudermos compreender isto e agir a partir daí, então penso que haverá uma revolução verdadeira. No momento que isto se torna universal e melhor organizado, o ego se abriga aí; por outro lado, se você e eu como indivíduos podemos amar, podemos levar isto, de fato, para a vida cotidiana, então a revolução que é tão essencial acontecerá. Vocês sabem o que quero dizer com ego? Com isso, quero dizer a ideia, a memória, a conclusão, a experiência, as várias formas de intenções nomeáveis e não nomeáveis, o esforço consciente para ser ou não ser, a memória acumulada do inconsciente, o racial, o grupo, o individual, o clã, e tudo isto, seja projetado externamente em ação, ou projetado internamente como virtude; a luta atrás de tudo isto é o ego. Nele está incluída a competição, o desejo de ser. A totalidade desse processo é o ego; e nós sabemos de fato, quando estamos frente a ele, que ele é uma coisa maligna. Estou usando a palavra maligna intencionalmente, porque o ego divide; o ego está fechado nele mesmo; suas atividades, conquanto nobres, são separadas e isoladas. Sabemos tudo isto. Também sabemos como são extraordinários os momentos em que o ego não está, em que não há sentido de esforço, de empenho, e que acontecem quando existe amor.
Jiddu Krishnamurti
Em The Book of Life

A posse não dá o que é essencial à vida

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Anelavas pelo triunfo, meu filho, e por isso, partiste como flecha veloz buscando o alvo.

Teus pés andarilhos venceram caminhos e se feriram mil vezes, na louca armadilha de ahamkara (*)

Querias o mundo de ilusão e estavas cego.

A posse não dá o que é essencial à vida. 

Conquistaste espaço e maceraste os sentimentos, submetendo-os às circunstâncias criminosas porque desejavas vencer. 

Reuniste quinquilharias de prata, de ouro e pedras cujo brilho não lhes dá calor. 

Repousas  o  corpo  em  almofadas  de  seda,  de  veludo, caminhando  sobre tapetes preciosos e que o tempo também consome. 

Estás cansado, com fastio de tudo, sem realização interior. 

Despoja-te,  meu  filho,  de ahamkara e  abre  os  braços  à  luz  do  amor, triunfando sobre ti mesmo e tornando-te um Ganges purificado para todos quantos venham banhar-se nas águas dos teus sentimentos livres. 

Ahamkara - Ego - Literalmente significa eu faço. É o mantenedor do homem sob o domínio da ilusão.  

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XXXVI, no Livro: Pássaros Livres 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Intuição. A mais alta faculdade humana

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O estudante da vida mergulhou o pensamento na pesquisa da verdade e, dominado pela cultura, procurou compreender Deus. 

A razão lhe abria os horizontes do entendimento, ao mesmo tempo queria explicar o inconcebível através dos limites da dúvida e da lógica, sem o lograr. 

Procurando o Mestre, indagou-lhe como penetrar em Deus. 

Havia ansiedade e amargura na pequenez da sua imensa ignorância.

O vento na ramagem das árvores modulava uma sonata. 

O Sábio, depois de meditar, apiedando-se, esclareceu: 

— O mar pode prescindir das ondas, mas não estas do oceano.

O finito está mergulhado no insondável, todavia,o oposto é impossível.

“A razão capta e entende os efeitos, tendo dificuldade de compreender as causas. A mais avançada ciência é incapaz de explicar o Onipotente, embora esclareça que, no mundo dos efeitos, o que o homem não fez, Ele o realizou.” 

“Somente  a  intuição,  a  mais  alta  faculdade  humana,  pode  penetrar  nas  causas  da 
vida e entender o seu Autor.”

“A partir daí, submergindo no oceano íntimo com ardente amor, encontrará Deus e O levará,  conscientemente,  por  toda  parte,  redescobrindo-O  onde  se  manifesta Sua presença.” 

O aspirante meditou na resposta, deixando-se tocar pelo profundo ensinamento e, a partir daí, voltou-se para a meditação, buscando superar a sombra da presunção e abençoar-se com a luz do Encontro Libertador. 

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XXXV, no Livro: Pássaros Livres 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O discípulo pronto

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Tu  abriste  a  porta  da  tua  choupana,  sem  perguntar-me  nada,  e  me  deste  abrigo durante a noite de frio. 

 As tuas mãos gentis me ofereceram nam(*) e me nutriste. 

Havia paz no teu lar, e a laranjeira do lado de fora derramava a taça de perfume no ar, que inebriava o ambiente com aroma doce.

 O teu silêncio respirava ternura e veneração pelo anônimo que te pedia abrigo. 

Quando o dia surgiu risonho, devendo prosseguir a jornada, apontei-te uma pedra e tornei-a diamante, ofertando-a para agradecer-te a hospedagem. 

 Porque permanecesses triste, indaguei-te o que querias de mim. 

 Agigantando-te como uma  aurora que vence as  sombras teimosas, demonstraste a grandeza da tua ambição, e pediste: 

 Dá-me a sabedoria que despreza todas as coisas transitórias, ensinando-me a ter alegria na pequenez e na adversidade, e humildade quando adornado de poder ou cercado de bajulação. 

 Naquele momento, vi que não podia ir além, pois em ti encontrara o discípulo que buscava. Por essa razão, fiquei contigo, ensinando-te a técnica da iluminação.  

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, cap. XXXIII, no Livro: Pássaros Livres 

______________
 (*) Nam - Pão especial, semelhante a pastel, porém sem recheio. 

domingo, 25 de junho de 2017

O diamante no lodo

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Encontrei-te, criança, aturdindo as pessoas que não dispunham de tempo para brindar-te consideração. 

Os teus olhos, quais lanternas mágicas, brilhavam no rosto negro e sujo de pó.

Os teus cabelos empastados e o teu corpo abandonado não recebiam banho havia muito tempo. 

Parecias um diamante no lodo, que logo recupera o brilho, quando retirada a lama que o macula por fora, sem lhe atingir a pureza interior. 

Sorriste para mim e tocaste minha mão, como se desejasse proteção. 

A tua ternura me comoveu. 

Perguntei-te o nome, e me disseste: 

— Tamil!  

Indaguei-te onde moravas, e, sorrindo com dentes de pérola alva, respondeste: 

— Em qualquer lugar, sob o olhar das estrelas e o amparo da noite. 

Ficamos amigos. Desde aquele dia te amo. 

Insisti para dar-te algo de mim e recusaste receber. 

Então, interroguei-te outra vez: - Que queres de mim? Posso oferecer-te qualquer coisa de que necessitas. Que desejas que te dê? 

A tua resposta, meu filho e minha luz, permanece gravada em meus ouvidos, ressoando: 

— Eu não quero nada de voce. Eu quero você.  

A partir daquela hora aqui me tens. Ama-me, que necessito, e deixa que eu te ame, qual a praia submetida à ininterrupta carícia das ondas do mar.  

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, cap. XXXII, no Livro: Pássaros Livres

sábado, 24 de junho de 2017

O verdadeiro herói

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“Não há heróis da ação; há somente heróis da renúncia e do sofrimento.”
Huberto Rohden

Estas palavras sintetizam 90 anos da vida de Schweitzer. Depois de ele ter vivido 52 anos entre os negros primitivos da África; depois de ter realizado obras gigantescas nos mais variados setores da vida — como filósofo, ministro evangélico, músico, organista, como médico e cirurgião, como desbravador e construtor — Schweitzer, num retrospecto panorâmico de quase meio século de atividade terrestre, declara peremptoriamente que ninguém é grande pelo que faz; o homem só é grande por aquilo a que renuncia e pelo que sofre. Esta frase lapidar resume toda a filosofia cósmica do profeta das selvas africanas. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Crianças com doenças de nascença estão expiando débitos de vidas passadas?

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Por Eronildo

"E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? 
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus."
(João 9:2,3) 

É sempre bom fazer uma distinção entre o que é ensino dos Espíritos (Contido nas obras básicas), e o que é ensino a partir da compreensão humana desses ensinos. 

O questionamento pertinente de um jovem portador de epilepsia

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Por Eronildo

"Qual a possível influência que pode haver na personalidade em formação de um adolescente [...], portador de epilepsia congênita, a leitura, por exemplo, do Cap. 8 - "No Santuário da Alma", do livro "No Mundo Maior" de André Luiz?"  (Mauro Morrissy) 

Grato por compartilhar com a gente seu questionamento, e nos fazer refletir sobre essa belíssima história (tive que reler aqui ). 

De antemão gostaria de esclarecer que não falo aqui em nome da D. E. , mas apenas trago uma opinião pessoal, pois cada caso é um caso, de difícil sondagem, e que deve ter o acompanhamento tanto espiritual quanto da medicina convencional. 

domingo, 18 de junho de 2017

Homens de valor real

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"Basta um Buda, um Cristo, um Francisco de Assis, um Gandhi, um Schweitzer, para iniciar a fermentação espiritual de milhões de outros homens. Um único homem realmente espiritual vale mais para a regeneração da humanidade de que legiões de teólogos, filósofos, sociólogos e políticos profanos. Um único homem espiritual é como o sinal “1” colocado diante duma enorme fila de zeros: 10000000000. Todas essas nulidades são desnulificadas e valorizadas pelo único valor real do homem espiritual."

Huberto Rohden

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Equação da Substância

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

A evolução direta e a evolução inclinada

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Divaldo Franco e uma revelação surpreendente: "Só Jesus fez a evolução direta."

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"A vida é constituída dessa maravilhosa sinuosa em que nós ascendemos da busca do conhecimento. Atingimos o ápice, e então fazemos uma curvatura de adaptação lógica. Descemos. Nunca ao ponto inicial, e começamos novamente a ascender. Novas experiências e outra curva . E a evolução não é vertical. Só Jesus fez a evolução direta. A nossa é uma inclinada na direção do infinito" 

(Divaldo Franco - Trecho transcrito do vídeo)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Não te canses, pois, de semear

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Pela estrada poeirenta ias cantando a música festiva da esperança e anunciavas que seguias ao Festival da Colheita. 

Levavas alimentos e água para as horas cansativas do largo dia. 

Todos sorriam, vendo o teu júbilo, e pressentiam que, ao retorno, estarias sobrecarregado de frutos e víveres para te abasteceres na quadra hibernai. 

A tua emoção gerava expectativa e as pessoas indagavam-se como, tão jovem, tiveras tempo de ensementar a terra de tal forma que te candidatavas aos resultados de uma sega rica. 

Também eu, que já conhecia o solo generoso, que sempre retribui multiplicado tudo aquilo que recebe, aguardei-te na volta. 

Quando o céu se adornava de estrelas cravadas no veludo das sombras, ouvi tua voz. Corri à porta para ver-te coroado de riquezas. 

Surpreso, constatei que trazias vazias as mãos, embora o rosto brilhasse com peregrina luz. 

— Onde estão os frutos e as raízes, as dádivas com que a terra te respondeu à sementeira? — indaguei-te curioso. 

— Todos estão no coração — respondeste, tranqüilo.— Durante o dia esparramei alegria e amor, bondade e fé nas criaturas de Deus. Agora retorno com a taça dos sentimentos repleta com a paz que decorre do dever cumprido. 

— A tua, bem se vê, meu filho, é a colheita imperecível dos alimentos eternos da vida. —  Não te canses, pois, de semear.

Rabindranath Tagore,
por Divaldo Franco. Livro: Pássaros Livres, Cap. XXXI

terça-feira, 6 de junho de 2017

Contempla o teu ego como ato no palco

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Por Huberto Rohden 

É de grande vantagem, meu ignoto leitor, que te habitues a dissociar-te, periódica e assiduamente, do teu pequeno Ego, que é a tua persona ou personalidade, essa máscara do teu genuíno Eu. 

Senta-te na plateia e contempla, calma e imparcialmente, o que o teu Ego faz, lá no palco da vida. Assiste ao drama, à comédia, à tragédia dele - mas não te identifiques com ele, porque isto seria uma ilusão. 

Ascensão da Liberdade

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Por Teilhard de Chardin

Voltemo-nos agora para lançar uma olhadela de conjunto para a estrada que acabamos de percorrer.

À nossa volta, de início, nós pensávamos constatar a presença duma Humanidade desagregada e desordenada: a multidão, a massa, - onde não distinguíamos senão talvez a fealdade e a brutalidade.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Leitores de Pietro Ubaldi

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Atenção a todos que fazem parte de grupos do professor Pietro Ubaldi no facebook, e outras redes sociais. Gostaria de convidá-los a participar da melhor comunidade dedicada a divulgação de seu pensamento. Nela você encontrará todos os áudios na voz do professor com as devidas transcrições, numa plataforma simples, intuitiva, em que poderemos ampliar ainda mais a compreensão de seus ensinos.  

Venha conhecer e participar!!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O vínculo substancial

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Entre o Céu e a Terra

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Cidadãos da Pátria Maior

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Leitores de Huberto Rohden

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Atenção a todos que fazem parte de grupos do professor Rohden no facebook, e outras redes sociais. Gostaria de convidá-los a participar da melhor comunidade dedicada a divulgação de seu pensamento. Nela você encontrará praticamente todos os áudios na voz do professor com as devidas transcrições, numa plataforma simples, intuitiva, em que poderemos ampliar ainda mais a compreensão de seus ensinos.  

Venha conhecer e participar!!



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