ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!


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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ser e Agir (Mensagem)

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domingo, 30 de julho de 2017

A Arte de Pensar (Mensagem)

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sábado, 29 de julho de 2017

O Everest da experiência (Mensagem)

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

O Eu e o Ego (Mensagem)

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ser e Ter

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terça-feira, 25 de julho de 2017

O silêncio necessário

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Por te amar tanto

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Ninguém podia compreender como Te amando tanto, eu evitasse ouvir as Tuas palavras que as bocas mundanas repetiam nos dias quentes de abril como nas águas de junho, nas cabanas simples e nos templos faustosos.

Recusava-me a escutar os gurus, e o meu mantra, os ouvidos alheios não identificavam.

Acusavam-me de descrente e apedrejavam-me com calúnias.

Eu, todavia, não me perturbava, nem sofria, até mesmo quando declaravam que Tu me amaldiçoarias.

A verdade é que eu não necessitava de qualquer referencial exterior, porque Tua voz me embalava os sentimentos e a Tua presença me fazia companhia na minha solidão, que nunca desejei repartir com ninguém, porque Tu, só Tu me podes preencher a vida.

Rabindranath Tagore
Por Divaldo Franco, Cap. XLVI, no Livro: Pássaros Livres

domingo, 23 de julho de 2017

Orientando para a auto-realização

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Afirmar que Deus dê ao homem liberdade para pecar e lhe negue a liberdade para se converter, é abolir tanto o amor como a justiça de Deus. Admitir que lhe conceda 50 ou 80 anos de liberdade para pecar, e depois lhe negue essa liberdade por toda a eternidade, é o mesmo absurdo. Crer que Deus inflija um castigo infinito (eterno) por um erro finito (temporário) é não somente pecar contra o amor e a justiça de Deus, mas equivale também a um pecado mortal contra a lógica, uma vez que nenhum ser finito é capaz de um sofrimento infinito; o eterno, porém, é o infinito no tempo. O finito só pode suportar um sofrimento finito.

Suponhamos, meu amigo, que você esteja salvo, no céu, e seus pais e irmãos estejam perdidos para sempre no inferno; se você fosse capaz de gozar eternamente a sua felicidade, sabendo que outros são eternamente infelizes, seria você um egoísta muito maior do que os condenados; aqueles seriam egoístas no sofrimento, e você seria um egoísta no gozo. Se eu tivesse a escolha de simpatizar ou com esta ou com aquela parte, creio que as minhas simpatias seriam antes para os egoístas no sofrimento do que para os egoístas no gozo. A obtusidade do nosso senso de solidariedade universal, a impossibilidade de experimentarmos a humanidade como uma família e sentirmos em nós a vida universal do cosmos é que torna possível essa monstruosa teologia de um céu eterno para os bons e um inferno eterno para os maus. Tolstói, Gandhi, Schweitzer e muitos outros clarividentes acharam tão revoltante a idéia de eles gozarem ao lado de milhões de sofredores que nivelaram as diferenças entre si e os outros, ou fugindo da sua prosperidade, ou fazendo outros participarem dela. Isto é solidariedade universal.

Aliás, na Bíblia, a palavra “eterno” não significa sem fim. “Na presente eternidade casa-se e dá-se em casamento; mas na futura eternidade não se casa nem se dá em casamento.” (é o texto grego do primeiro século) Se há eternidades, no plural, eterno não quer dizer “sem fim” Idem: “Deus reina por todas as eternidades das eternidades.”

Aion, em grego, quer dizer uma longa duração de tempo, mas não um tempo sem fim.

Huberto Rohden 
Do Livro: Orientando para a auto-realização, trecho do Capítulo: Inferno

Imparcialidade e Universalidade

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“A ideia deve antepor-se a qualquer personalismo; o que importa não é a pessoa, mas a ideia; servir ao próximo e obedecer a Deus; oferecer, nunca impor a verdade; procurar o que une e evitar o que divide; sejamos sempre construtivos, isto é, operemos no sentido positivo, unitário como é o bem, e jamais sejamos destrutivos, isto é, nunca ajamos em sentido negativo, separatista, como é o mal; aos ataques, às polêmicas, às condenações, respondamos com o exemplo da compreensão. Os dois princípios fundamentais são: IMPARCIALIDADE E UNIVERSALIDADE."

Pietro Ubaldi
Do Livro: Fragmentos de Pensamento e de Paixão.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Intuição. A evolução do receptor intelectual

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Hoje  em  dia,  na  Era  Atômica,  esse  receptor  intelectual  do  homem  atingiu  a grande perfeição, pondo  a  humanidade  em  contato  com  realidades  que nenhum sentido orgânico pode verificar. 

Entretanto,  a  faculdade  racional  (chamada  também  espiritual  ou  intuitiva)  do homem acha-se ainda em estado tão  primitivo e embrionário como, em épocas remotas, era a faculdade intelectiva da nossa raça.

À luz dos fatos da biologia individual, é fácil,  hoje em dia, verificar o que, em eras  pré-históricas,  aconteceu  com  a  raça  humana  como  tal.  Todo  indivíduo humano percorre, hoje, em poucos anos, o que o gênero humano percorreu em milhares  de séculos,  a  saber:  

1)  o  estágio  sensitivo,  

2)  o  estágio  sensitivo intelectivo

3) o estágio sensitivo-intelectivo-racional.  

A evolução do indivíduo é uma miniatura e recapitulação sumária da evolução da raça.

Huberto Rohden
Livro: O Caminho da Felicidade, Pág. 43 - Editora: Martin Claret

terça-feira, 11 de julho de 2017

A bênção de Buda

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Dá-me a tua bênção, ó Iluminado! — rogou o jovem sonhador que passava diante de Buda. 

O Sábio sorriu e anunciou-lhe felicidade estrada fora. 

Um  pouco  adiante,  o  rapaz  foi  assaltado  por  bandidos  profissionais,  que  o despojaram dos haveres, deixando-o quase nu. 

O moço retornou, embaraçado, e interrogou o Mestre. — Então é esta a bênção que me concedes?

O Santo, sem qualquer perturbação, fitou-o, e redarguiu; 

— Abençoei-te, rogando para que fosses espoliado,ao invés de espoliador; assaltado, mas não morto; vítima e não o criminoso. O teu  carma é grave, porém os teus ideais são nobres,  assim  merecendo  sofrer,  todavia,  não  impondo  sofrimento,  desta  forma  não  te tornando mais desventurado. 

Enquanto o Guru retornou à meditação, o moço prosseguiu, abençoado, louvando a experiência,  que lhe  permitia  resgatar  sem  agravar  o  compromisso,  perder  coisas  para ganhar a vida.

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XLIV, no Livro: Pássaros Livres

domingo, 9 de julho de 2017

O tom verde da esperança

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As  águas  que  precedem  o  estio,  lavaram  as  últimas sombras  que  manchavam  a paisagem dos meus pensamentos. 

O ar perfumado do amanhecer brincava com as folhagens do bétele das mangueiras frondosas  em  saudações  amenas,  anunciando-me  o  júbilo  da  natureza  lavada  pelas  águas que precedem o estio. 

Debruço-me à janela da minha choupana e contemplo campo sorrindo o verde da mostarda exuberante. 

O  seu  tom  me  anuncia  a  esperança  que  passará  a  dominar  os  meus  pensamentos desanuviados, que me guiarão no rumo da alegria. 

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XLIII, no Livro: Pássaros Livres 

terça-feira, 4 de julho de 2017

A Evolução da Sensibilidade

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Piano – e panelas

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Piano querido!...

De quantas saudades me encheste a alma!... 

Companheiro da minha primavera de moça – assististe à primeira declaração de amor...

Em tuas teclas brancas e pretas transfundia meu coração seus amores e suas mágoas...

Teus sopros sonoros povoavam de sonhos multicores meus anos felizes...

Sobre as asas das tuas melodias, visitaram-me Beethoven e Haydn, Haendel e Wagner, Bach e Chopin – todos os gênios da divina harmonia...

Velho piano, levei-te para o santuário do meu lar – nosso lar...

E ele, o amigo querido, escutava, embevecido, minhas sonatas e valsas – a voz das tuas cordas sonoras...

Veio, depois, a derrocada cruel!...

E tu, piano querido, passaste a mãos estranhas...

Chorei, chorei, chorei...

Panelas malditas!...

Que ódio profundo vos tive...

Negrejante bateria culinária – legião de Satã sobre o fogo infernal...

Panelas e tachos, chaleiras e frigideiras – por que suplantastes meu lindo piano?...

Por que me enchestes de prosaísmos a poesia da vida?...

Roubastes à minha pele a tez delicada...

Tirastes-me das unhas o esmalte luzidio...

Fizestes de mim trivial cozinheira...

Que música é essa, fogões, que vossas bocas exalam?...

Fumo e vapores, cinza e fuligem! – é este o ambiente em que vivo...

Ah! como chorei, chorei, chorei!...

Panelas amigas!...

Há muito, muito tempo, que meu ódio morreu...

Discreta simpatia sucedeu à antipatia que vos tinha...

Convivo convosco, panelas amigas – e com as que vos servem...

Almas singelas e simples vos cercam – almas com muita alma...

Quero-lhes bem, a essas criaturas de branco avental – e elas me querem...

Quase operária entre operárias – trabalhando, lutando, sorrindo – calando.

Muita coisa morreu dentro de mim – e muita coisa em mim nasceu...

Montanhas de dores sobre mim desabaram...

Oceanos de lágrimas me lavaram as faces...

Incêndios atrozes me arderam na alma...

E após esta tempestade cruel – a grande bonança...

Compreensão... Serenidade... Resignação... Calma... e Paz...

O reino de Deus dentro de mim...

A atmosfera do Nazareno em torno de mim...

Mais belas que as melodias do piano querido, canta, entre panelas amigas – a sinfonia de Deus...

Achei a mim mesma – na renúncia do ego...

E choro – feliz...

Na felicidade dos outros...

Huberto Rohden

domingo, 2 de julho de 2017

Da Lagarta à Borboleta

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A lagarta, ou taturana, é bem o símbolo do homem profano. A borboleta é comparável ao homem iniciado.  

A lagarta rasteja pesadamente nas baixadas. O seu  corpo desgracioso não é senão boca e estômago.

Para que a lagarta possa tornar-se borboleta, é indispensável que passe  por uma espécie de morte, a crisálida, ou o casulo. No fim do seu  período de lagarta, deixa ela de comer, retira-se a uma lugar solitário e lá se metamorfoseia. Não sabemos se ela sofre com esta metamorfose.

E, se sofre, também aceitaria de boa vontade esse sofrimento, porque, instintivamente, a lagarta sabe que o seu verdadeiro estado é o de borboleta alada. Nesse último estado é o inseto completamente diferente da lagarta: com quatro asas velatíneas, meia dúzia de pernas elegantes e flexíveis, dois olhos de opala com milhares de facetas visuais; dispõe de uma língua em forma de espiral contráctil, com o qual suga o néctar das flores.

Felicidade - Por Teilhard de Chardin

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Alguns não estão irritados pela partida. O sol brilha, a vista é bela. Mas para que subir mais alto? Não é melhor aproveitar a montanha onde nos encontramos, em meio aos prados e no bosque? E se deitam sobre a grama, ou exploram ao redor, esperando a hora do piquenique. Os últimos, enfim, os verdadeiros alpinistas, não tiram os olhos dos picos que decidiram subir. E seguem adiante.

Os cansados, os brincalhões, os fervorosos. Três tipos de Homem, que cada um de nós traz em semente no profundo de si mesmo, e entre os quais, desde sempre, divide-se a humanidade que nos circunda.

sábado, 1 de julho de 2017

O que é o ego?

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A busca por poder, posição, autoridade, ambição, e todo o resto são formas do ego em todos os seus diferentes meios. Mas o importante é compreender o ego e estou certo que vocês e eu estamos convencidos disto. Se me permitem acrescentar aqui, vamos ser sérios a respeito deste assunto; porque sinto que se vocês e eu como indivíduos, não como um grupo de pessoas pertencentes a certas classes, certas sociedades, certas divisões climáticas, pudermos compreender isto e agir a partir daí, então penso que haverá uma revolução verdadeira. No momento que isto se torna universal e melhor organizado, o ego se abriga aí; por outro lado, se você e eu como indivíduos podemos amar, podemos levar isto, de fato, para a vida cotidiana, então a revolução que é tão essencial acontecerá. Vocês sabem o que quero dizer com ego? Com isso, quero dizer a ideia, a memória, a conclusão, a experiência, as várias formas de intenções nomeáveis e não nomeáveis, o esforço consciente para ser ou não ser, a memória acumulada do inconsciente, o racial, o grupo, o individual, o clã, e tudo isto, seja projetado externamente em ação, ou projetado internamente como virtude; a luta atrás de tudo isto é o ego. Nele está incluída a competição, o desejo de ser. A totalidade desse processo é o ego; e nós sabemos de fato, quando estamos frente a ele, que ele é uma coisa maligna. Estou usando a palavra maligna intencionalmente, porque o ego divide; o ego está fechado nele mesmo; suas atividades, conquanto nobres, são separadas e isoladas. Sabemos tudo isto. Também sabemos como são extraordinários os momentos em que o ego não está, em que não há sentido de esforço, de empenho, e que acontecem quando existe amor.
Jiddu Krishnamurti
Em The Book of Life

A posse não dá o que é essencial à vida

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Anelavas pelo triunfo, meu filho, e por isso, partiste como flecha veloz buscando o alvo.

Teus pés andarilhos venceram caminhos e se feriram mil vezes, na louca armadilha de ahamkara (*)

Querias o mundo de ilusão e estavas cego.

A posse não dá o que é essencial à vida. 

Conquistaste espaço e maceraste os sentimentos, submetendo-os às circunstâncias criminosas porque desejavas vencer. 

Reuniste quinquilharias de prata, de ouro e pedras cujo brilho não lhes dá calor. 

Repousas  o  corpo  em  almofadas  de  seda,  de  veludo, caminhando  sobre tapetes preciosos e que o tempo também consome. 

Estás cansado, com fastio de tudo, sem realização interior. 

Despoja-te,  meu  filho,  de ahamkara e  abre  os  braços  à  luz  do  amor, triunfando sobre ti mesmo e tornando-te um Ganges purificado para todos quantos venham banhar-se nas águas dos teus sentimentos livres. 

Ahamkara - Ego - Literalmente significa eu faço. É o mantenedor do homem sob o domínio da ilusão.  

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XXXVI, no Livro: Pássaros Livres 


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